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A
Justiça Federal concedeu a um servidor público que é pai de uma criança de seis
meses, cuja mãe morreu uma semana depois do nascimento, o direito à licença
paternidade pelo mesmo período da licença maternidade, que é de 120 dias. O juiz
Hildo Nicolau Peron, da 2ª Vara Federal de Florianópolis, entendeu que a
circunstância da morte da mãe autoriza a extensão do tempo de licença. "Os
princípios da proteção à infância e da igualdade permitem suplantar (...) a
licença paternidade de apenas cinco dias, quando o pai terá que assumir também
as vezes da mãe", afirmou Peron.
De acordo com o servidor, a filha nasceu em 19 de novembro de 2011 e a mãe morreu no dia 26 seguinte, por causa de problemas no parto. Em 27 de fevereiro deste ano, o pai requereu administrativamente a licença de 120 dias, mas ainda não obteve resposta. Segundo o juiz, como o requerimento ainda não foi analisado, o servidor "não pode ser prejudicado no direito que possui de ser licenciado do trabalho ainda nessa fase mais tenra e delicada da idade da filha que tem o dever de proteger". O pai terá direito ao restante do período de eventual licença já concedida à mãe. O juiz considerou que o direito da criança à proteção integral está previsto na Constituição, "assegurada mediante a convivência da criança no meio familiar, onde terá, notadamente, no princípio da vida, as melhores condições de proteção". Para o juiz, apesar da "omissão normativa específica e expressa para a concessão de licença paternidade, nos moldes da licença maternidade, quando da perda da mãe, ou seja, ao pai-viúvo, a interpretação que se impõe é de que o direito está assegurado". Os advogados do servidor citaram, no pedido, liminar semelhante da 6ª Vara Federal de Brasília, concedida em fevereiro deste ano. A decisão de Florianópolis foi proferida hoje (quarta-feira, 23/5/2012), em um mandado de segurança contra a administração do órgão onde o servidor trabalha. Cabe recurso ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre. |
Publicado
por: TRF 4 regiao
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sábado, 26 de maio de 2012
Florianópolis - pai viúvo obtém licença paternidade de 120 dias (23/05/12)
STJ - Suicídio não premeditado gera indenização por seguradora (23/05/12)
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O suicídio, reconhecido pela seguradora como não premeditado, é coberto como
morte acidental e não natural. A decisão é da 4ª Turma do STJ, que rejeitou
entendimento da Companhia de Seguros do Estado de São Paulo (Cosesp) que
considerava dever indenização por morte natural (cifra menor, 50% de
diferença).
A seguradora pagou administrativamente, sem intervenção da Justiça, o valor
da cobertura pela morte natural. A beneficiária do seguro de vida então buscou a
complementação da indenização na via judicial.
A sentença negou a pretensão, mas o TJ de São Paulo concedeu a diferença de
indenização. Daí o recurso da seguradora, para quem o fato de ter pago a
garantia básica não acarretaria dever de indenizar, em face da apólice e dos
limites legais e contratuais ao risco.
O ministro Luis Felipe Salomão, relator do recurso, afastou o caráter natural
da morte por suicídio. Segundo o ministro, "a morte natural decorre de processo
esperado e previsível, que não é objeto de trabalho nem de intervenção humana,
isto é, que decorre normalmente da ordem regular das coisas".
Já a morte acidental, afirmou o relator, atrai a ideia de eventualidade, do
que refoge à natureza do ser. Nessa linha de intelecção, forçoso concluir que o
suicídio não pode ser encartado como espécie de morte natural, uma vez que
configura a provocação ou o desencadeamento do fenômeno mortal fora de condições
mórbidas eficientes, ou seja, advém de comportamento humano inesperado e
contrário à ordem natural das coisas, concluiu.
Com esse entendimento, o relator manteve a decisão local quanto ao valor
devido pelo sinistro. O ministro alterou apenas a data de início da incidência
de juros pela mora contratual. Conforme a jurisprudência do STJ, os juros devem
contar a partir da citação e não do pagamento parcial da indenização.
O ministro descartou também a análise da existência ou não de premeditação do
suicídio. Como a seguradora pagou administrativamente pelo sinistro, tendo-o
como indenizável, reconheceu indiretamente a ausência de premeditação.
O advogado José Oclair Massola atuou em nome da beneficiária. O recurso
especial chegou ao STJ em julho de 2007 - a demora até o julgamento foi de
quatro anos e dez meses. (REsp nº 968307).
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Publicado
por: STJ
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domingo, 6 de maio de 2012
MEIOS ALTERNATIVOS DE RESOLUÇÃO DE CONFLITOS. VOCÊ SABE O QUE SÃO?
“Os métodos alternativos de solução de
litígios são melhores do que a solução judicial, que é imposta com a força do
Estado, e que padece de uma série de percalços, como a longa duração do
processo, como ocorre no Brasil e em outros países” - Ministra Ellen Gracie
São mecanismos que buscam
facilitar o acesso da população e das empresas à justiça e ter seus direitos
garantidos, sejam eles civis ou comerciais. Amplamente reconhecidos no meio
jurídico e judiciário, são formas adequadas de driblar a burocracia e o longo
tempo de espero na “Justiça Comum”.
Os conflitos podem ser
resolvidos das seguintes formas:
Conciliação
As partes discordantes,
com a ajuda de uma terceira pessoa imparcial (conciliador) procuram chegar a um
acordo que seja proveitoso a ambas.
Mediação
As partes discordantes e
em litígio contratam uma terceira pessoa, de sua confiança, que de forma neutra
e imparcial, as ajudará a restabelecerem as suas comunicações, buscando um
acordo.
Arbitragem
Neste caso, as partes, de
livre e espontânea vontade, depositam em um terceiro (o árbitro ou uma entidade
especializada), a confiança para resolver seus conflitos e proferir uma
sentença.
A
Lei 9.307/96
A Arbitragem foi
reconhecida através da Lei 9.307/96, onde ficou assegurada a
constitucionalidade da atividade. A Lei garante todo o respaldo para suas
sentenças, possuindo os mesmos efeitos que as proferidas pelo Pode Judiciário e
não estando sujeitos à homologação deste último.
Qual
a aplicação?
Litígios envolvendo
patrimônio disponível podem se utilizar da arbitragem. Como exemplo, podemos
citar problemas com contratos, cobranças, cheques, relações comerciais,
aluguéis, condomínios, despejos, defesa consumidor, colisão de veículos, dentre
outros.
Como
utilizar a arbitragem?
A arbitragem pode ser
instituída fazendo-se constar nos contratos a Cláusula Compromissória segundo a
qual as partes acordam que toda e qualquer divergência sobre o mesmo seja
dirimida por meio da arbitragem.
No caso de surgimento de
litígio onde não há prévio contrato ou contrato sem a Cláusula Compromissória,
as partes podem aderir à arbitragem por intermédio do Termo de Compromisso
Arbitral.
Quando houver interesse em
submeter à Arbitragem um processo que já esteja tramitando no Poder Judiciário,
as partes conjuntamente, podem solicitar através de petição conjunta ao Juiz ou
Tribunal da Justiça Estatal, requerendo a este a sua extinção sem julgamento do
mérito, com encaminhamento à Arbitragem, para ser solucionado por este método.
Obs.: A Cláusula
Compromissória, nos contratos por adesão, deverá ser impressa em destaque
(negrito), contendo a assinatura das partes em local específico para a sua
instituição. Cada Entidade de Mediação e Arbitragem possui Cláusula Compromissória
específica.
Vantagens
Celeridade
– as
sentenças serão proferidas até o prazo máximo de seis meses;
Sigilo
– nenhum
dado do processo é levado a conhecimento público;
Especialidade
do Árbitro – as partes têm livre poder de escolha dos árbitros,
sendo que os mesmos podem ser especialistas na área do conflito;
Informalidade
e Flexibilidade no Procedimento – processo mais humano e
mais rápido em sua finalização;
Autonomia
da Vontade das Partes – desde a decisão das partes em submeterem
o litígio ao juízo arbitral, na eleição do árbitro livremente escolhido por
elas, ou anda, na determinação dos critérios a serem utilizados pelo árbitro;
Sentença
Irrecorrível – a sentença arbitral diferentemente da
judicial não admite recursos, resultando no encerramento do processo quando da
sentença proferida pelo árbitro ou tribunal arbitral;
Seriedade –
os árbitros atuam de forma responsável, no intuito de garantir o melhor
desfecho para o conflito, bem como reduzir ao máximo, ou até extinguir, as
possibilidades de anulação da sentença.
A arbitragem, como método alternativo
de solução dos conflitos de natureza patrimonial disponível, tem adquirido cada
vez mais prestígio e importância na sociedade contemporânea, mormente nas duas
últimas décadas, demonstrando ser um instrumento hábil a atingir os objetivos
para os quais tem sido idealizada e modernamente desenvolvida pela ciência
jurídica. – Desembargador
Joel Dias Figueira Junior – extraído do livro Arbitragem, Jurisdição e Execução.
Mais informações:
- Em Balneário Camboriú e Camboriú - SC na CONCILIAR - Câmara Sul Brasileira de Justiça Arbitral - telefone: 47-33679648 e 99526937/99955785 - email: conciliarbc@gmail.com ou conciliarcamboriu@gmail.com - site: www.conciliarcamarasulbrasileira.blogspot.com
- Em Brusque - SC na CMABq - Câmara de Mediação e Arbitragem de Brusque - telefone: 47-33513117 e 33551116 - email: arbitragembrusque@gmail.com - site: www.arbitragembrusque.com.br
sexta-feira, 4 de maio de 2012
TRF4 concede reaposentação sem devolução de valores recebidos
A 3ª Seção do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou hoje (3/5), por maioria, provimento a um recurso do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e concedeu a um segurado o benefício da reaposentação sem que este precise devolver os valores recebidos desde a primeira aposentadoria.
Para se reaposentar, o segurado precisa fazer a desaposentação, ou seja, renunciar à atual aposentadoria e aposentar-se novamente, recalculando o valor do benefício que recebe somando o período em que continuou contribuindo à Previdência após ter requerido o benefício inicial.
Esse instituto é de interesse daqueles que se aposentaram proporcionalmente, mas continuaram a trabalhar e a contribuir. Ao completar o tempo integral, desfazem a aposentadoria proporcional e se reaposentam com o valor integral.
A polêmica entre os juízes nesse caso é se o benefício pode ser concedido sem a devolução dos valores recebidos no período. A questão já chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), que ainda a está examinando.
Após a 5ª Turma julgar favoravelmente à parte, dando-lhe a reaposentadoria sem a necessidade de devolução do dinheiro recebido no período, o INSS recorreu, ajuizando embargos infringentes em que pedia a prevalência do voto vencido, que exigia a devolução dos valores. O recurso foi julgado hoje pela 3ª Seção do tribunal, que reúne as 5ª e 6ª Turmas, especializadas em matéria previdenciária.
O voto vencedor foi do desembargador federal Rogerio Favreto, marcando uma nova posição no tribunal sobre o tema. Para o magistrado, a desaposentação aceita pelo tribunal já é um grande avanço, entretanto, “a efetividade real na vida dos segurados gera inquietude, em especial pela dificuldade na devolução dos valores recebidos regularmente por longos períodos”.
Segundo ele, o direito concedido torna-se, então, de difícil efetivação, acabando por esvaziar-se. Favreto entende que a desaposentação deve ter uma “finalidade protetiva, devendo contemplar os infortúnios da vida, decorrentes de eventos futuros e incertos, na busca de uma melhor proteção social aos cidadãos".
EI 5022240-12.2011.404.7000/TRF
Fonte: TRF4
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Médica indenizará família de morto por ter negado atendimento em emergência
A 6ª Câmara de Direito Civil do TJ confirmou obrigação da médica Clarissa Santos da Silveira Lima e do Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen, consistente em indenizar a família de Hans Dieter Wallot no valor de R$ 50 mil, por danos morais.
Ele morreu em janeiro de 2005, vítima de infarto, na ambulância a caminho de outro hospital, após ter o atendimento de emergência negado por Clarissa, por não haver UTI disponível. A mulher e a filha de Hans, Heidi e Victoria Walloth, afirmaram que a médica agiu de forma negligente, sem prestar os atendimentos iniciais para garantir a vida do paciente antes da remoção.
O hospital afirmou não ser responsável por ato ilícito cometido pela profissional, enquanto a médica questionou os valores fixados. Ela defendeu não ser possível a acumulação de pensão previdenciária e indenização fixadas no processo, para evitar o enriquecimento ilícito da família.
A sentença foi reformada apenas nesse ponto, com a determinação de que o valor seja adequado em liquidação de sentença. O relator, desembargador Ronei Danielli, observou que a responsabilidade solidária da instituição deve ser mantida, pela subordinação administrativa de Clarissa ao hospital. Assim, como houve prova nos autos e em processo disciplinar aberto pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) de negligência por parte de Clarissa, o magistrado apontou haver o direito da família a indenização, devida tanto pela médica como pelo hospital.
"Resta evidente que Clarissa Santos da Silveira Lima tinha ciência da gravidade do estado da vítima, e mesmo assim negou-se a prestar os primeiros atendimentos, que poderiam ser feitos ainda na maca da emergência do hospital, mesmo ausentes leitos na UTI, argumento utilizado como justificativa pela apelante. A médica, inclusive, ordenou aos enfermeiros e funcionários que socorriam a vítima na emergência que suspendessem o atendimento prestado, deixando o familiar das autoras completamente desassistido", afirmou Danielli. A decisão foi unânime. Há possibilidade de recurso aos tribunais superiores. (Ap. Cív. n. 2010.061817-6)
Fonte: TJSC - Tribunal de Justiça de Santa Catarina - 26/04/2012
Ele morreu em janeiro de 2005, vítima de infarto, na ambulância a caminho de outro hospital, após ter o atendimento de emergência negado por Clarissa, por não haver UTI disponível. A mulher e a filha de Hans, Heidi e Victoria Walloth, afirmaram que a médica agiu de forma negligente, sem prestar os atendimentos iniciais para garantir a vida do paciente antes da remoção.
O hospital afirmou não ser responsável por ato ilícito cometido pela profissional, enquanto a médica questionou os valores fixados. Ela defendeu não ser possível a acumulação de pensão previdenciária e indenização fixadas no processo, para evitar o enriquecimento ilícito da família.
A sentença foi reformada apenas nesse ponto, com a determinação de que o valor seja adequado em liquidação de sentença. O relator, desembargador Ronei Danielli, observou que a responsabilidade solidária da instituição deve ser mantida, pela subordinação administrativa de Clarissa ao hospital. Assim, como houve prova nos autos e em processo disciplinar aberto pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) de negligência por parte de Clarissa, o magistrado apontou haver o direito da família a indenização, devida tanto pela médica como pelo hospital.
"Resta evidente que Clarissa Santos da Silveira Lima tinha ciência da gravidade do estado da vítima, e mesmo assim negou-se a prestar os primeiros atendimentos, que poderiam ser feitos ainda na maca da emergência do hospital, mesmo ausentes leitos na UTI, argumento utilizado como justificativa pela apelante. A médica, inclusive, ordenou aos enfermeiros e funcionários que socorriam a vítima na emergência que suspendessem o atendimento prestado, deixando o familiar das autoras completamente desassistido", afirmou Danielli. A decisão foi unânime. Há possibilidade de recurso aos tribunais superiores. (Ap. Cív. n. 2010.061817-6)
Fonte: TJSC - Tribunal de Justiça de Santa Catarina - 26/04/2012
Exposição a cimento pode configurar atividade especial
A Turma Regional de Uniformização (TRU) dos Juizados Especiais Federais (JEFs) da 4ª Região uniformizou entendimento de que a simples exposição à poeira de cimento não transforma o tempo de trabalho em atividade especial. Para que isso aconteça, o trabalhador precisa comprovar que esteve exposto de forma nociva à saúde. Dessa maneira, é possível a conversão em atividade especial mesmo que o segurado não tenha trabalhado diretamente com a manufatura do cimento. A sessão da TRU foi realizada na última sexta-feira (20/4), em Curitiba.
O pedido de uniformização foi ajuizado por um segurado após ter seu requerimento de conversão de período trabalhado como servente na Companhia de Cimento Portland Gaúcho não reconhecido como atividade especial pela 1ª Turma Recursal do Rio Grande do Sul. Ele alegou que havia divergência entre os julgados das Turmas Recursais e pediu a uniformidade com a decisão da 2ª Turma Recursal do Paraná, que fazia a conversão para atividade especial, ainda que o segurado não trabalhasse diretamente na fabricação de cimento.
Conforme a relatora do caso, juíza federal Ana Beatriz Vieira Palumbo, a decisão da 1ª Turma, que julgou o caso, ficou restrita a analisar se o segurado trabalhava ou não na manufatura do cimento, desconsiderando a possibilidade de conversão, por tratar-se de servente da empresa que não atuava na atividade-fim.
A magistrada entendeu que o benefício não deve ficar restrito àqueles que trabalham na atividade-fim; ou seja, diretamente na produção do cimento, mas ampliar-se, incluindo os trabalhadores que conseguirem comprovar que ficaram expostos de forma nociva ao pó.
Conforme a TRU, neste caso, o processo deverá voltar ao juízo de origem, para que sejam analisadas as provas do autor e avaliado se o grau de exposição justifica a conversão em atividade especial. A próxima sessão está marcada para o dia 18 de maio, em Florianópolis.
Com informações da Assessoria de Imprensa do TRF-4.
IUJEF 0027990-19.2007.404.7195/TRF
quinta-feira, 26 de abril de 2012
CONDOMÍNIO. LENDAS E MITOS.
Especialistas desconstroem crenças que não têm base na lei ou na jurisprudência
RIO - Nos universo dos condomínios, assim como em qualquer outro, boatos nascem de dúvidas não esclarecidas e se difundem a ponto de parecerem verdades absolutas. São mitos como “síndico não pode ser eleito duas vezes” e “condômino inadimplente tem, sim, direito de participar e votar em assembleia”. A pedido do Morar Bem, os especialistas José Roberto Iampolsky, diretor da Paris Condomínios, de São Paulo, e o advogado Renato Anet esclareceram algumas das dúvidas mais comuns. Confira-as abaixo:
REELEIÇÃO DE SÍNDICO - Muita gente acredita que a reeleição de síndico é proibida. No entanto, não existem na lei limitações para o número de vezes em que o síndico pode se reeleger. A Lei dos Condomínios, no Código Civil, determina que cada mandato do síndico deve ser de, no máximo, dois anos, com direito a reeleição. Segundo Renato Anet, a lei não proíbe a reeleição, mas a convenção pode normatizar sobre o tema. Se a convenção for omissa, porém, o síndico pode ser eleito várias vezes seguidas, indefinidamente.
ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO - Para a maioria das pessoas, se a convenção não permitir a presença de animais de estimação, o condômino não pode tê-los. Anet explica, no entanto, que a jurisprudência — ou seja, as decisões dos tribunais — entende que, mesmo que a convenção proíba animais no prédio, se o bicho não é violento nem perturba o sossego dos condôminos, pode permanecer.
INADIMPLÊNCIA 1 – Há três grandes mitos envolvendo esta questão. O primeiro é que o condômino, mesmo com o pagamento do condomínio em atraso, pode participar das assembleias, e quem o impedir poderá ser processado por danos morais. Isso não é verdade. O artigo 1.335 do Código Civil diz que o inadimplente não pode votar nem participar das assembleias. Na prática, porém, diz Anet, o presidente da assembleia pode até permitir que o inadimplente assista à reunião, mas sem se manifestar.
INADIMPLÊNCIA 2 – O segundo mito é que o condomínio nada pode fazer contra o inadimplente que possui um único imóvel. A chamada “lei Sarney” (8.009/1990) tornou o único bem da família não penhorável. Porém, ressalta Anet, as exceções, contidas no artigo 3o da própria legislação, determinam que essa proteção não é válida para dívidas de condomínio e IPTU. Trocando em miúdos: o único bem de família pode, sim, ser levado a leilão, a fim de pagar dívidas de condomínio, IPTU e outras que constam da lei.
INADIMPLÊNCIA 3 - A última lenda é de que só se pode entrar com ação judicial contra o condômino inadimplente se ele tiver um atraso de, pelo menos, três meses. Isso é uma balela, diz Anet. Desde que a convenção não proíba, o condomínio pode entrar com ação judicial de cobrança após um único dia de atraso no pagamento do condomínio.
CRIMES – Há um mito de que o condomínio pode ser responsabilizado e obrigado a indenizar o morador que for roubado ou furtado em seu interior. A lei é omissa sobre o assunto, mas a segurança é um dever do Estado e, em tese, caberia responsabilidade ao condomínio tão somente se o roubo for praticado por um funcionário, pois a administração é feita sobre as áreas comuns, e não inclui a propriedade exclusiva de cada condômino ou locatário. A jurisprudência entende que a indenização por furto ou roubo dentro de condomínio só deverá ocorrer se a convenção expressamente dispuser sobre isso. No entanto, ressalta Anet, em condomínios onde há empresas de segurança contratadas, o condomínio responderia, sim, por esse tipo de crime.
VOTAÇÕES SECRETAS - Outro equívoco comum, segundo algumas administradoras, é o condomínio promover votações secretas nas assembleias, com o objetivo de evitar brigas. Especialistas, porém, alertam que é proibida a realização de votação secreta nas assembleias. Elas devem ser abertas e, preferencialmente, nominais, o que ajuda a evitar fraudes. Embora a lei seja omissa quanto à questão, Anet diz que os condôminos podem impugnar uma votação secreta, a não ser que a convenção permita essa prática. Em último caso, podem até entrar com ação judicial para impedir a realização desse tipo de pleito.
Fonte: O Globo Online - 24/04/2012
RIO - Nos universo dos condomínios, assim como em qualquer outro, boatos nascem de dúvidas não esclarecidas e se difundem a ponto de parecerem verdades absolutas. São mitos como “síndico não pode ser eleito duas vezes” e “condômino inadimplente tem, sim, direito de participar e votar em assembleia”. A pedido do Morar Bem, os especialistas José Roberto Iampolsky, diretor da Paris Condomínios, de São Paulo, e o advogado Renato Anet esclareceram algumas das dúvidas mais comuns. Confira-as abaixo:
REELEIÇÃO DE SÍNDICO - Muita gente acredita que a reeleição de síndico é proibida. No entanto, não existem na lei limitações para o número de vezes em que o síndico pode se reeleger. A Lei dos Condomínios, no Código Civil, determina que cada mandato do síndico deve ser de, no máximo, dois anos, com direito a reeleição. Segundo Renato Anet, a lei não proíbe a reeleição, mas a convenção pode normatizar sobre o tema. Se a convenção for omissa, porém, o síndico pode ser eleito várias vezes seguidas, indefinidamente.
ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO - Para a maioria das pessoas, se a convenção não permitir a presença de animais de estimação, o condômino não pode tê-los. Anet explica, no entanto, que a jurisprudência — ou seja, as decisões dos tribunais — entende que, mesmo que a convenção proíba animais no prédio, se o bicho não é violento nem perturba o sossego dos condôminos, pode permanecer.
INADIMPLÊNCIA 1 – Há três grandes mitos envolvendo esta questão. O primeiro é que o condômino, mesmo com o pagamento do condomínio em atraso, pode participar das assembleias, e quem o impedir poderá ser processado por danos morais. Isso não é verdade. O artigo 1.335 do Código Civil diz que o inadimplente não pode votar nem participar das assembleias. Na prática, porém, diz Anet, o presidente da assembleia pode até permitir que o inadimplente assista à reunião, mas sem se manifestar.
INADIMPLÊNCIA 2 – O segundo mito é que o condomínio nada pode fazer contra o inadimplente que possui um único imóvel. A chamada “lei Sarney” (8.009/1990) tornou o único bem da família não penhorável. Porém, ressalta Anet, as exceções, contidas no artigo 3o da própria legislação, determinam que essa proteção não é válida para dívidas de condomínio e IPTU. Trocando em miúdos: o único bem de família pode, sim, ser levado a leilão, a fim de pagar dívidas de condomínio, IPTU e outras que constam da lei.
INADIMPLÊNCIA 3 - A última lenda é de que só se pode entrar com ação judicial contra o condômino inadimplente se ele tiver um atraso de, pelo menos, três meses. Isso é uma balela, diz Anet. Desde que a convenção não proíba, o condomínio pode entrar com ação judicial de cobrança após um único dia de atraso no pagamento do condomínio.
CRIMES – Há um mito de que o condomínio pode ser responsabilizado e obrigado a indenizar o morador que for roubado ou furtado em seu interior. A lei é omissa sobre o assunto, mas a segurança é um dever do Estado e, em tese, caberia responsabilidade ao condomínio tão somente se o roubo for praticado por um funcionário, pois a administração é feita sobre as áreas comuns, e não inclui a propriedade exclusiva de cada condômino ou locatário. A jurisprudência entende que a indenização por furto ou roubo dentro de condomínio só deverá ocorrer se a convenção expressamente dispuser sobre isso. No entanto, ressalta Anet, em condomínios onde há empresas de segurança contratadas, o condomínio responderia, sim, por esse tipo de crime.
VOTAÇÕES SECRETAS - Outro equívoco comum, segundo algumas administradoras, é o condomínio promover votações secretas nas assembleias, com o objetivo de evitar brigas. Especialistas, porém, alertam que é proibida a realização de votação secreta nas assembleias. Elas devem ser abertas e, preferencialmente, nominais, o que ajuda a evitar fraudes. Embora a lei seja omissa quanto à questão, Anet diz que os condôminos podem impugnar uma votação secreta, a não ser que a convenção permita essa prática. Em último caso, podem até entrar com ação judicial para impedir a realização desse tipo de pleito.
Fonte: O Globo Online - 24/04/2012
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